Thursday, 29 December 2016

inspiring first video
# ao comer uma batata hiper quente (alias a engolir) devo ter queimado o cenas, a modos que penso que seja o esófago. Doi ainda a engolir e já passaram umas horas ( não deve fazer fisuras, digo eu).



Wednesday, 28 December 2016


Já não ia ao cinema faz um ano, é tradição no natal (mesmo no dia à noite) dar uma saltada ao shopping cof cof e escolher um filme e ver (óbvio). O meu amigo falou neste e eu também (estava a pensar no de wim wenders mas já não estava lá). Lá fomos e vimos. Bom, o filme (não é por aí um grande filme mas apetece-me escrever) fala na minha modesta opinião da incapacidade de amar.  O que é bem fudido. Não é algo inato. Aprende-se. Digo eu. E mesmo assim, a mim, dá-me um nó na cabeça metade das vezes. Irrito-me. Profundamente. Não partilho da opinião de que o amor é quando está tudo bem. Talvez seja um problema de semiótica. Mas caramba as pessoas que vi mais amorosas nunca leram nada complicado. E tinham essa capacidade, de amar. Será que viram a "luz"? Contudo se a tivessem visto a teriam partilhado. Digo eu. Penso na minha avó. avô? chiça nunca sei. Mas bom A avó. Era quase analfabeta. Quanto mais sofisticados e inteletuais nos tornamos mais o amor se torna numa construção? Posso pensar na empatia ou na compaixão, colocarmos no lugar do outro mas digo de coração aberto que isso tem limites. Muito tempo assim e damos em loucos. Portanto o amor é uma loucura em determinadas doses. Falamos do coração mas li que o fígado deveria ser o desenho ou o ícone principal dessa "loucura". Boa ou má? Bom, prefiro pensar que...haja saudinha. Da boa. Arrisco no amor, e quero pensar que prefiro ser saudável... Ou seja, quero tudo. Contudo, voltando ao filme e a monstros, dei por mim a dizer "mata-o". Bonito. Eu "vivo" as cenas como se tornassem pessoais (enfim cof cof) e recordei uma frase de Nietzsche "Acautela-te quando lutares com monstros, para que não te tornes um." A personagem em questão era um tipo estilo "funny games", perverso até à ponta dos cabelos e com uma buraco na lugar da consciência o que fazia dele um tipo corajoso. Quanto mais inconsciente somos mais coragem temos (é o que penso, nada ainda me fez demover desse pensamento). Muitos médicos diriam que era um psicopata (sem dúvida que sim) todavia fico sempre a pensar que buraco tem ele naquela tola? onde foi parar a consciência? essa "coisa"? Dou por mim a desenhar mikises com consciências através de vomitados. É a minha cena, para mim lá reside muita coisa mesmo. Esse lugar é incrível. Mesmo quando me sinto culpada, hey bolas é sinal que mal ou bem tenho algo dentro de mim a bombar. Existem pessoas sem "ela" no mundo (o filme realmente fala disso) e depois vinha a eterna questão: são doentes ou maus? bom, eu no filme queria lhe dar uns tiros nas pernas pronto vá lá não era matar. Só magoar. Isto porque tenho algo doente? (ora er...) ou porque sou má? Pois... era a cena da posse, da dor, aquele tipo violou e matou a minha mulher. A minha. Como me coloquei no lugar dele senti essa "cena" e quem não se sente não é filho de boa gente? Uma série de questões culturais também. A fraqueza e a força. Justiça. Bolas, que nó.


Mais um hit que curto, eheh sou tão pop music
Ofereceu-me um amigo que desligou ( ó ) um cd em que se ouvia esta música. Antigamente tinha esta... bom como chamar, esta pretensão: pensava eh rapaz tens que mudar a minha vida! Fomos educadas a gostar de princesas em que os principes são fortes e nos salvam da "miséria" existencial.
Agnóstica  (e supersticiosa)

Tuesday, 27 December 2016


o meu avô tinha em casa dele antiga, uns quadros gypsies, umas reproduções fantásticas numa espécie de metal e madeira. Fantásticas. Passava horas a olhar para elas. Cresci com ciganas. Não consigo encontrar a reprodução da mulher lindíssima de cabelos pretos e olhos verdes (apesar de não ter cor o quadro ou estar todo em tons de verde é assim que a "pinto"). 

Monday, 26 December 2016

Preciso:
# dormir até mais tarde (acordo com as galinhas)

Coisas que preciso:
# chave de fendas para mudar a agulha
## motivação para arrumar (cof cof cof que chique: motivação para arrumar)


Adoro ver vídeos, dançá-los, interpretar à minha forma e feitio. Estes dois ficaram-me na memória pelos carros. Não costumo ligar a carros mas em pequena adorava a palavra lamborghini e acho que cheguei a ter um ou o meu bro (pequenino ahaha claro). Eram os meus faves. Lamborghini, até a palavra tem mel.
Há uma de prince que está no meu top 20 "little red corvette" (wow).  Sting foi criticado por mostrar luxo, jamiroquai pelo perigo e incitar às corridas e picardias, prince bom prince eheheh criticas venham elas! Digo eu, estou aqui a regar o milho. Ora carmelita pé descalça das petições e más consciências por ter comida e livros e outros nem 1,50€ para comer tem durante um dia inteiro. Ora também depois de me passar tudo isso a curtir uma de carros luxuosos em alta velocidade a ouvir prince!


Sunday, 25 December 2016

Quando fiz algumas viagens (por tugal continental) com os meu pais, a conduzir, ouvia sempre as mesmas k7's. A primeira rodava e lembro-me como se fosse hoje. 
O meu pai disse-me coisas fixes e algumas "xungas". Morreu um dia antes dos meus anos. Pensando bem, a minha mãe sempre me disse que nasci dia 19 mas como foi perto da meia noite, os médicos consideraram dia 20. Vou reconstruindo o passado. Isto para dizer que uns amigos convenceram-me a contar a história de uma paixão que me deixou à porta e entrada do magalhães lemos. Literalmente. Vou contar na primeira pessoa embora diga isto para ser forte mas sem ser obrigada a tal. Note-se foi só um rastilho, mas pegou fogo. Já existia, já tinha essa predisposiçao. 
eish! há quanto tempo já não ouvia crash test dummies (ouvia bastante quando tinha 18 anos) e pode não ter muito a ver mas faz-me lembrar bd. Rescaldo do natal: caminhar até à praia e a sofrer para fazer chichi andar à procura de um café (tudo fechado, pronto é NATAL), lavar panelões (ahahah tenho de fazer alguma coisa pela "patroa", ler um livro do dave mackean (black dog) oferecido por uma amiga <3, desenhar mikises absurdos e pronto, deixo aqui um fotografia que me deixou com o coração em estranho modo palpitante entre o partido e o não, é natal não vou partilhar. Mas não consigo evitar.
http://stevemccurry.com/

Thursday, 22 December 2016

adoro certezas ( que tudo vai ficar bem) mas aprendi a viver com doenças e a incerteza e a tv ligada a um mundo horrendo.


há coisas que me incomodam com alguma seriedade e profundidade (em mim)
# o meu ego desestruturante e algum egoísmo latente
## falta de orientação
###medos de animais e alucinar com lobos em trilhos

Coisas que gosto particularmente (eme mim)
# sangue frio nessas mesmas situações e seguir em frente
## socialmente boa conversadora (gostar de boas tainadas)
### gostar genuinamente do ser vivo e não só (hum.)



Monday, 19 December 2016

Um dos meus incómodos anormais de estimação são homens de bicicleta. Gosto claro, adoraria andar também (já andei bastante, e tenho pena que a bicla do meu irmão não seja uma pasteleira). Mas existe uma história por trás do homem de bicla. Foi contada pelo meu instrutor de condução em 1998 ( a minha memória já foi uma esponja | rádio ). Contou que um homem perseguiu-me com a sua bicla ehehe, não assim claro: enquanto fazia o percurso do exame de condução um homem de bicla apareceu em todos os cruzamentos, caminhos, ruas e ruelas. Apareceu-me num stop e engoli em seco numa dúvida existencial (será que o homem de bicicleta tem prioridade? ) e o examinador ( ora bem falta-me o nome para a profissão, basicamente os que ditam quem passa e reprova no exame de condução) intuiu a minha dúvida (talvez pela minha expressão) e perguntou-me: num stop é obrigatório parar a quem? apeteceu-me responder olhe sabe que me surgiu agora esta dúvida coiso e tal contudo respondi a tudo. TUTTI, TUDO. STOP. Animais também. why not? (não disse esta última parte claro). Passou-me (bom mandou-me ler o código de novo porque tinha dúvidas e as dúvidas tiram-se) e lá fui eu feliz e contente. O meu instrutor é que veio o caminho todo a falar no homem de bicla. Abraçou-me no fim e só conseguia imaginar um homem de bicla.
a revista cais inclui um livro magnífico com ilustrações incríveis 

Sunday, 18 December 2016


Coisas:
# não tenho cortado as unhas das mãos e bom...não as pinto, não sei. Algo se passa!
## não consigo instalar o instasize
### não tenho emprego 
#### parti a agulha da máquina pela primeira vez que a estou a usar (viva)
##### os animais são mindfulness
###### a ordem dos # não segue prioridade lógica
####### vou dormir


Thursday, 15 December 2016

Quando era miúda, sentia-me um bocado culpada porque tinha mais pena do sofrimento animal que humano. Partia-me o coração ver um "bicho" sofrer. Quando cresci ganhei uma terrível empatia pelo ser humano e decresceu a pena pelo sofrimento animal. Senti-me culpada. Essa nuvem faz-me vomitar constantemente. Aos 16 anos decidi fazer alguma coisa e o que me apareceu foi uma revista que falava de missões. África principalmente. Pensei: é isto! Tenho de fazer isto. Escrevi-me com um padre missionário que me respondeu algo do género (se a memória não me atraiçoa) fico feliz por te preocupares, pode doer mas é importante só que devias te preocupar contigo em primeiro, se estiveres bem e feliz já fizeste o que gostarias de fazer em missão. Depois se vires que tal, que é isso, vem
Na altura delirei. Pensei: estranho! Deviam puxar mais o pessoal para ajudar e tal. São sempre necessárias pessoas. E note-se, sempre fui uma eterna apaixonada pelo mundo (apesar de parecer semi lunática), extremamente mundana e quase boémia. Iria me custar muito. Meses mais tarde, guardei a carta e nunca mais a li. Está na gaveta das cartas que já não leio há mais de vinte anos e como sou uma preguiçosa não me dei ao trabalho de a procurar. Contudo, a sensação de alívio ficou-me. E curti esse padre. Nunca o conheci. Sou agnóstica mas já li coisas em revistas religiosas do camandro. Um homem que chamava nomes (blasfémia para os mais antigos) a deus ou a Deus ou aos deuses e a resposta era positiva, extremamente cómica. E já li de ateus coisas mais papistas, julgamentos e críticas do mais recesso possível. Quase que achava estar a ler algo vindo de uma idade da inquisição. Tanto era o ressabiamento. Por incrível que pareça pareciam acreditar muito mais em Deus que o papa tal era a dor. Tentei compreender e depois vieram as ondas. O Design. A cruz invertida. Algo desenhável. Vi como arte. Não o deixa de ser. Não deixo de ser agnóstica. Vejo a fé como esperança. E sem esperança vem a depressão. Quando a vida não está fácil é brutal a esperança. Mesmo que seja só por minutos. São minutos em que se respira, se é criança, se sonha. E como dizia a música: " o mundo pula e avança". 

Sunday, 11 December 2016

Metade das fotografias que tirei foram ao som de músicas pop ou lame.
Todas as músicas arty ou cool ora refundidas foram "dadas" por amigos.
Nunca as procurei, ou quase. Uma vez disseram-me que a música é algo tipo droga para a nossa mente. Viciante é, sem dúvida. Criadora de sonhas e mundos paralelos. Contudo o que me custa numa rádio por exemplo e que me lixa a harmonia é a contradição de mensagens dadas pelas letras. Uma super alegre, outra tristinha como a noite. Uma apaixonante e a outra um parte corações. Oh naum. Um ser humano fica confuso a criar um "filme" na sua cabeça. Atormenta-se. É por estas e por outras que ouço música pop para me sentir socialmente ativa e música mentalmente estimulante sozinha para não me perder em desvarios. Digo mentalmente estimulante como algo racional, vindo da razão.

Sunday, 4 December 2016

Friday, 2 December 2016

Único até à data que vi desta banda e estavam literalmente meia dúzia de pessoas (se tanto). Vi em Braga. No enterro da gata e chovia torrencialmente, tanto que vi o concerto às bolinhas ( as luzes e os óculos tem destas coisas). O meu amigo não gostou e eu adorei (mas também gostei do concerto de cat power no blá blá). Bom, vi-lhe só o rabo pois cantou de costas. 
da caixa dos guilty pleasures
Ontem fui ao cabeleireiro. Foi tão estranho.
Uma senhora (que já meu deu injeções de cortisona) entrou e disse: entrei em má hora!
Não liguei.
Depois sentou-se e enquanto a cabeleireira me arrumava o cabelo (ervas daninhas ehehe) virou e disse:
-queria ver!
Ela não vê de um olho ( e do outro muito mal) e teve o mesmo problema que eu (uveítes) só que na altura dela não se descobriu a tempo e cegou. Por questões da vida deu-me a injeção que me salvou a vista. 

Tuesday, 29 November 2016


comum, ela é comum
um absurdo de comum
alívio
profundo alívio
afinal foi isso
um absurdo
viu partir um pássaro
julgando ter outro na mão
no passado
cresceu no passado
passado torrado
queimado
já passou
agora vive no coração
pensando
sem medo que é melhor
bem melhor
vê-lo a voar
(mente)

Friday, 25 November 2016

Na altura, em que vivi na Ribeira do Porto, saí um dia para a rua e pensei: não vou olhar para ninguem! Vou fazer como na música dos verve e seguir em frente sem olhar. Aguentei nas calmas, um pouco nervosa é certo. Traga-se um mau estar quando se faz destas coisas. É um pouco louco. Mas fiz sem questionar. É verdade. E chego a meio, depois da praça do cubo e paro sem pensar. E deu-me uma estranha vontade de olhar para o lado esquerdo misturado com paz por sentir outra coisa que não um automatismo avariado. Eis que me viro e vejo o senhor dos sigur rós juntamente com raparigas da banda que iam fazer a primeira parte do concerto. Nunca fui a nenhum concerto dos sigur rós (minto, vi este ano, um amigo deu me o bilhete para o primavera mas ele alucinou ou algo do género).  Contudo olhei e fiquei estranhamente contente. Primeiro porque a minha estupidez de momento tinha chegado ao fim e depois porque carambas...não sei...é um tipo que admiro.
No dia a seguir leio uma notícia no jn em que ele dizia que gostava de viver na ribeira. Fiquei a pensar que se fosse outra e adivinha tinha-o convidado a visitar o meu mukifo. O senhor é o do olhinho de vidro ou silicone. Nem o nome sei. Sempre que faz frio ouço sigur rós. Aquece. Não me fez sentir especial todavia foi um momento fixe. Foi.

Thursday, 24 November 2016

No interior do musgo
e da espera,
tão diversa da palavra
que foi também uma espera,
tudo foi outra coisa
que não esta coisa que é,
o musgo espera ainda por ti,
a palavra é uma lucerna
que levas para as profundezas
do verde,
pois até as raízes
já circularam Luz,
e agora mesmo
a tua voz 
ainda circula
através das raízes
para onde quer
que uma lâmina caia
Também tu possas
saber que vives

Paul Auster

Saturday, 19 November 2016

Ontem, sentei-me no café astória e estava lá um grupo a falar de teatro e sugestão e mais coisas que gosto.
Hoje de manhã vou a um café bastante longínquo deste mesmo e encontro um casal desse mesmo grupo. Falavam de teatro e de simulação. Uma senhora queria pensar dentro da peça de teatro e documentar mentalmente toda a sua atuação mas era lhe impossível. Nem há tempo para isso. O encenador dizia que ela quando estava a pensar perdia força. Ela dizia -  bem pelo contrário, tenho a força retida e pronta para sair. Contudo isso não passava para fora. Quando se pensa perde-se a força? Mesmo em teatro esquecer e agir como autômatos dentro do papel que encarnamos? Enquanto pensava, simulava a representação pois já lhe estava na memória (como esponja). Bolas...
Gosto muito de baton rouge. Não sou assim muito bonita mas gosto de parecer ^^. Tudo para camuflar as dores da existência. Tudo e tudo e tudo...Reparo é que as sobrancelhas são quase mais selvagens que os monstros que habitam no quinto andar. Todavia deixo-as soltas, acho que está na moda.


Friday, 18 November 2016

Não costumo ouvir muito reggae mas sinto que tenho muito disso. Estou a beber um copo de vinho tinto e a pensar que bom seria uma festa de garagem reggaetown mas só me lembro de algumas no contagiarte. Agora não saio basicamente pelo Porto. E nos últimos anos parei no muro (em frente ao café au lait). Anteriormente ia muito ao tendinha que era um mukifo a cheirar a mofo e fumo por todos os poros. E ao mercedes (oh!) O engraçado, é que agora, a tendência é para dormir cedo ou ficar nos sítios máximo uma hora, e camiiiinhhhhhha. Adoro a sensação de ter sono. Quando o cérebro esgotado quer parar e só ronrona. Como um gato. miu miu


Thursday, 17 November 2016