Um dos meus incómodos anormais de estimação são homens de bicicleta. Gosto claro, adoraria andar também (já andei bastante, e tenho pena que a bicla do meu irmão não seja uma pasteleira). Mas existe uma história por trás do homem de bicla. Foi contada pelo meu instrutor de condução em 1998 ( a minha memória já foi uma esponja | rádio ). Contou que um homem perseguiu-me com a sua bicla ehehe, não assim claro: enquanto fazia o percurso do exame de condução um homem de bicla apareceu em todos os cruzamentos, caminhos, ruas e ruelas. Apareceu-me num stop e engoli em seco numa dúvida existencial (será que o homem de bicicleta tem prioridade? ) e o examinador ( ora bem falta-me o nome para a profissão, basicamente os que ditam quem passa e reprova no exame de condução) intuiu a minha dúvida (talvez pela minha expressão) e perguntou-me: num stop é obrigatório parar a quem? apeteceu-me responder olhe sabe que me surgiu agora esta dúvida coiso e tal contudo respondi a tudo. TUTTI, TUDO. STOP. Animais também. why not? (não disse esta última parte claro). Passou-me (bom mandou-me ler o código de novo porque tinha dúvidas e as dúvidas tiram-se) e lá fui eu feliz e contente. O meu instrutor é que veio o caminho todo a falar no homem de bicla. Abraçou-me no fim e só conseguia imaginar um homem de bicla.

No comments:
Post a Comment