

Já não ia ao cinema faz um ano, é tradição no natal (mesmo no dia à noite) dar uma saltada ao shopping cof cof e escolher um filme e ver (óbvio). O meu amigo falou neste e eu também (estava a pensar no de wim wenders mas já não estava lá). Lá fomos e vimos. Bom, o filme (não é por aí um grande filme mas apetece-me escrever) fala na minha modesta opinião da incapacidade de amar. O que é bem fudido. Não é algo inato. Aprende-se. Digo eu. E mesmo assim, a mim, dá-me um nó na cabeça metade das vezes. Irrito-me. Profundamente. Não partilho da opinião de que o amor é quando está tudo bem. Talvez seja um problema de semiótica. Mas caramba as pessoas que vi mais amorosas nunca leram nada complicado. E tinham essa capacidade, de amar. Será que viram a "luz"? Contudo se a tivessem visto a teriam partilhado. Digo eu. Penso na minha avó. avô? chiça nunca sei. Mas bom A avó. Era quase analfabeta. Quanto mais sofisticados e inteletuais nos tornamos mais o amor se torna numa construção? Posso pensar na empatia ou na compaixão, colocarmos no lugar do outro mas digo de coração aberto que isso tem limites. Muito tempo assim e damos em loucos. Portanto o amor é uma loucura em determinadas doses. Falamos do coração mas li que o fígado deveria ser o desenho ou o ícone principal dessa "loucura". Boa ou má? Bom, prefiro pensar que...haja saudinha. Da boa. Arrisco no amor, e quero pensar que prefiro ser saudável... Ou seja, quero tudo. Contudo, voltando ao filme e a monstros, dei por mim a dizer "mata-o". Bonito. Eu "vivo" as cenas como se tornassem pessoais (enfim cof cof) e recordei uma frase de Nietzsche "
Acautela-te quando lutares com monstros, para que não te tornes um." A personagem em questão era um tipo estilo "funny games", perverso até à ponta dos cabelos e com uma buraco na lugar da consciência o que fazia dele um tipo corajoso. Quanto mais inconsciente somos mais coragem temos (é o que penso, nada ainda me fez demover desse pensamento). Muitos médicos diriam que era um psicopata (sem dúvida que sim) todavia fico sempre a pensar que buraco tem ele naquela tola? onde foi parar a consciência? essa "coisa"? Dou por mim a desenhar mikises com consciências através de vomitados. É a minha cena, para mim lá reside muita coisa mesmo. Esse lugar é incrível. Mesmo quando me sinto culpada, hey bolas é sinal que mal ou bem tenho algo dentro de mim a bombar. Existem pessoas sem "ela" no mundo (o filme realmente fala disso) e depois vinha a eterna questão: são doentes ou maus? bom, eu no filme queria lhe dar uns tiros nas pernas pronto vá lá não era matar. Só magoar. Isto porque tenho algo doente? (ora er...) ou porque sou má? Pois... era a cena da posse, da dor, aquele tipo violou e matou a minha mulher. A minha. Como me coloquei no lugar dele senti essa "cena" e quem não se sente não é filho de boa gente? Uma série de questões culturais também. A fraqueza e a força. Justiça. Bolas, que nó.
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