Friday, 25 November 2016

Na altura, em que vivi na Ribeira do Porto, saí um dia para a rua e pensei: não vou olhar para ninguem! Vou fazer como na música dos verve e seguir em frente sem olhar. Aguentei nas calmas, um pouco nervosa é certo. Traga-se um mau estar quando se faz destas coisas. É um pouco louco. Mas fiz sem questionar. É verdade. E chego a meio, depois da praça do cubo e paro sem pensar. E deu-me uma estranha vontade de olhar para o lado esquerdo misturado com paz por sentir outra coisa que não um automatismo avariado. Eis que me viro e vejo o senhor dos sigur rós juntamente com raparigas da banda que iam fazer a primeira parte do concerto. Nunca fui a nenhum concerto dos sigur rós (minto, vi este ano, um amigo deu me o bilhete para o primavera mas ele alucinou ou algo do género).  Contudo olhei e fiquei estranhamente contente. Primeiro porque a minha estupidez de momento tinha chegado ao fim e depois porque carambas...não sei...é um tipo que admiro.
No dia a seguir leio uma notícia no jn em que ele dizia que gostava de viver na ribeira. Fiquei a pensar que se fosse outra e adivinha tinha-o convidado a visitar o meu mukifo. O senhor é o do olhinho de vidro ou silicone. Nem o nome sei. Sempre que faz frio ouço sigur rós. Aquece. Não me fez sentir especial todavia foi um momento fixe. Foi.

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