# Ontem, quando fui a casa do meu avó pensei ver (não, vi mesmo) uma mesa para uma pessoa, posta ao relento (frio do caneco) ao lado de uma casota de cão. Em cima da mesa, uma garrafa de vinho, um prato, talheres e copo e um rádio a pilhas que passava fados ( do género, não era mesmo fado o que ouvi). Fui a casa do meu avó e estava tudo tão quente (eles ligam o fogão a lenha) que ainda pensei que me faltava um bocadinho de sal para coser mas depois lembrei-me que ando com uma virose e que seria melhor não me demorar e não passar o vírus (nem minutos fiquei, larguei a prendinha e ala! os vírus vem comigo). Passo outra vez pelo menos lugar e reparo melhor. Tudo igual. A música tinha mudado claro mas andava a volta do fado, só que se ouvia um saxofone.
Note-se, a mesa estava posta num terreno baldio, no espaço de um casa que foi demolida faz anos e não construíram mais nada ali. Não vi nem o ser humano nem o cão. E pensei, a sério "será uma performance artística? aqui em valadares?"
Cheguei a casa da mi madre e contei-lhe. E ela Ah sim! Vive ali um senhor. E disse logo de seguida, ele não quer sair de lá. Mas como? Não querendo. Mas ao frio? Olha não está com virose nem constipado como tu. Cum caneco. Lembrei-me do "Into the wild" e que tudo tem o seu tempo de resistência. Mas o senhor foi um artista para moi, ontem. Qual dama qual vagabundo!
Note-se, a mesa estava posta num terreno baldio, no espaço de um casa que foi demolida faz anos e não construíram mais nada ali. Não vi nem o ser humano nem o cão. E pensei, a sério "será uma performance artística? aqui em valadares?"
Cheguei a casa da mi madre e contei-lhe. E ela Ah sim! Vive ali um senhor. E disse logo de seguida, ele não quer sair de lá. Mas como? Não querendo. Mas ao frio? Olha não está com virose nem constipado como tu. Cum caneco. Lembrei-me do "Into the wild" e que tudo tem o seu tempo de resistência. Mas o senhor foi um artista para moi, ontem. Qual dama qual vagabundo!
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