# é estranho, estou aqui a ver o castelo andante e a pensar em animais
vem de infância, acho que muita coisa vem de lá. e fico-me por aí, mas em criança brincava com formigas (criava hospitais etc) e um cão. Gatos também. Sempre tive um fraquinho por gatos, entendia-os melhor ou pelo menos tenho essa antiga percepção. O gato amarelo, a fofinha, o durty...
o gato amarelo foi o primeiro gato que me comoveu. Uma tarde, fixou o olhar e eu permaneci quieta, a fazer umas cenas ( não me lembro quais, sinceramente mas eram cenas felizes ). Em certo momento, olhei também para ele e permaneceu, quieto a olhar. Fiquei com medo. Fui a correr para a minha avó a gritar "o gato amarelo está a olhar muito". Bom, no dia a seguir foram dar com ele morto, no pátio do vizinho. Sempre vou curtir o gato amarelo e a sua forma de estar.
Bom, a fofinha foi diferente. Tenho remorsos. Foi uma gata-cão. Saía à noite e a minha mãe ia ao postigo chamar por ela. Aparecia em minutos. Às cinco da manhã. Atirava-se do guarda-vestidos para cima da minha barriga, na cama e eu acordava como LOUCA. Fugia com o rabo todo esticado.
Como uma seta. Era uma guerreira na sua forma e feitio. Aliás, é ela a cabeça deste blog (a fotografia no topo). Estava na Noruega quando morreu (tinha dezasseis anos e morreu com uma pneumonia). A minha mãe telefonou a chorar e eu não chorei uma lágrima. Lembro-me de ter pensado, é apenas um animal. Ainda hoje, tenho pena de não ter estado com ela lá para o fim. Mesmo. Tento puxar pela tola por memórias. Mas nenhuma do fim. A minha mãe contou que possivelmente foi o durty que lhe passou a constipação (tinha uns espirros estranhos o durty) e nunca desistiu de andar. Toda torcida mexia-se e ia sempre comer mesmo a tremer por todos os lados. Bom, tornou-se uma imagem na minha cabeça (algo cómica) mais ela e a sua mania de lutar sempre. Morreu assim, penso eu, a tentar chegar à comida. Sempre um lufa.lufa. E quase um esqueleto. É a minha maior imagem de força animalesca. Fofinha power. O durty, bom é o durty. O que dizer? não bate bem. Mas agora tem a bia e o sultão e continua a ser o que a minha mãe não gosta. Diz sempre, é teu não meu. Mas o durty adora-a. True. Gosto muito mais dela do que de mim.
Tudo para chegar a uma cena, o cão com quem partilho o meu espaço vem todos os dias à porta e olha sempre como se fosse a primeira vez. Ao principio não reparei, à segunda não liguei, à terceira achei estranho e agora penso: se calhar sou eu.
vem de infância, acho que muita coisa vem de lá. e fico-me por aí, mas em criança brincava com formigas (criava hospitais etc) e um cão. Gatos também. Sempre tive um fraquinho por gatos, entendia-os melhor ou pelo menos tenho essa antiga percepção. O gato amarelo, a fofinha, o durty...
o gato amarelo foi o primeiro gato que me comoveu. Uma tarde, fixou o olhar e eu permaneci quieta, a fazer umas cenas ( não me lembro quais, sinceramente mas eram cenas felizes ). Em certo momento, olhei também para ele e permaneceu, quieto a olhar. Fiquei com medo. Fui a correr para a minha avó a gritar "o gato amarelo está a olhar muito". Bom, no dia a seguir foram dar com ele morto, no pátio do vizinho. Sempre vou curtir o gato amarelo e a sua forma de estar.
Bom, a fofinha foi diferente. Tenho remorsos. Foi uma gata-cão. Saía à noite e a minha mãe ia ao postigo chamar por ela. Aparecia em minutos. Às cinco da manhã. Atirava-se do guarda-vestidos para cima da minha barriga, na cama e eu acordava como LOUCA. Fugia com o rabo todo esticado.
Como uma seta. Era uma guerreira na sua forma e feitio. Aliás, é ela a cabeça deste blog (a fotografia no topo). Estava na Noruega quando morreu (tinha dezasseis anos e morreu com uma pneumonia). A minha mãe telefonou a chorar e eu não chorei uma lágrima. Lembro-me de ter pensado, é apenas um animal. Ainda hoje, tenho pena de não ter estado com ela lá para o fim. Mesmo. Tento puxar pela tola por memórias. Mas nenhuma do fim. A minha mãe contou que possivelmente foi o durty que lhe passou a constipação (tinha uns espirros estranhos o durty) e nunca desistiu de andar. Toda torcida mexia-se e ia sempre comer mesmo a tremer por todos os lados. Bom, tornou-se uma imagem na minha cabeça (algo cómica) mais ela e a sua mania de lutar sempre. Morreu assim, penso eu, a tentar chegar à comida. Sempre um lufa.lufa. E quase um esqueleto. É a minha maior imagem de força animalesca. Fofinha power. O durty, bom é o durty. O que dizer? não bate bem. Mas agora tem a bia e o sultão e continua a ser o que a minha mãe não gosta. Diz sempre, é teu não meu. Mas o durty adora-a. True. Gosto muito mais dela do que de mim.
Tudo para chegar a uma cena, o cão com quem partilho o meu espaço vem todos os dias à porta e olha sempre como se fosse a primeira vez. Ao principio não reparei, à segunda não liguei, à terceira achei estranho e agora penso: se calhar sou eu.
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