A propósito, destes documentários de fotografia de moda que ainda não vi, recordo a Helen Christensen. Apareceu recentemente na revista Vogue. Não li, não comprei (muito caras para o meu bolso, há que ter prioridades e depois posso ler na biblioteca pois os reformados não pegam nas revistas femininas ehehe). Li ( não devo ter sonhado!) que ela foi namorado do Michael Hutchence (agora investiguei e realmente foi). O vídeo de cima foi a música que mais gostei. As outras passavam em loop nos bares e discos dos 90's. Também foi por alturas do David Byrne. Nesse mesmo tempo, passavam na tv uns bons programas sobre música (foi quando conheci a Tori Amos) e deliciava-me com todo o mundo POP. Gravava k7's e ouvia numa aparelhagem ou no carro. Penso que todos os que não tinham grandes posses faziam isso (os cd´s eram caríssimos). Estou a desviar-me, com tudo isto queria dizer que fiquei com pena da Helen na altura (alguém que nos é ou foi próximo que se suicida não deve ser pêra doce) e assim coloco uma foto dela pois está viva (e mesmo que não estivesse)! Todavia, a questão é a seguinte: será a morte o finito disto tudo? Tem dias que penso que sim, outros eventualmente não. Contaram-me que não se publica eventuais notícias de suicídios no jornal. Possível influência? Uma questão de salvaguardar a família? A dor das pessoas que provavelmente serão "julgadas" por isto por aquilo. É possível. Mas o mundo POP é realmente um mundo à parte. Aqui tudo é possível. Como num conto de fadas. A morte torna-se um fenómeno. No filme de Miles Davis há um senhor que diz algo do género: se ele vale x vivo imagina tu morto..."
Realmente, se não existisse um quê de mistério na vida e na morte tudo já tinha sido comprado e vendido para fazer tapetes ou algo do género.
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