Friday, 30 September 2016

saudades do grunge e das camisas largas de flanela

Saturday, 17 September 2016




Aqui está um filme e banda sonora que gosto muito ^^
Ao nível de (bom nem tanto) mas gosto quase ao nível do blade runner e quando vi o Amélie associei ao chunking. Embora o chunking tenha aspetos quase subliminares e o Amélie não. 
Concluindo, dois filmes que não vou esquecer, ou melhor três.


Quando vi este filme estava doente e recordo que me considerei muito parecida com este senhor (o da fotografia de baixo). Fisicamente digo.  E agora que vejo continuo a ver algo (vejo-me muitas vezes parecida com homens oh não). À parte, a frase do fim do trailler é lindíssima para mim.







Friday, 16 September 2016





(caramba lembrei-me desta música que ouvia no carro em 2000. Ainda nem tinha computador ou telemóvel. Gostava muito e agora ouço e hum no lo se no lo se)




Thursday, 15 September 2016

"outras vezes
ficava horas
seguidas
a ver tv
e sonhava
que era por ela
que lutava
o herói da novela"

Alice Vieira

<recordei estes filmes quando li o poema de Alice Vieira
que nada tem de retorcido mas>


O dia está radiante, começou a chover.
Recordei o sonho de uma amiga de escola:
Fazia sol, os putos brincavam,
ela estava presa numa caixa de madeira.
Choveu, a caixa abre-se
e ela fica feliz.
Meliz aliás.
Feliz tem fel,
meliz é bem melhor.

Tuesday, 13 September 2016



poster (nit) prenda de anos da jane jones 

passo a vida a ler
nada sei
a memória de um urso
apaga-se
em criança era um rádio
agora uma esponja
tento ter filtros
estão sujos
sujinhos como as ruas
da minha cidade
salto do passado
para o futuro e
nem o mindfulness me salva.
não sei não ter medo
não sei
dizem que o cansaço
é uma forma de medo
estiquei-me ao sol



Sunday, 11 September 2016




Tenho um pensamento doente
tenho o pensamento doente
lê o horóscopo
bebe um pingo
diz bom dia
todavia continua doente
Passeia-se pelas redes sociais
repara na frase
"ninguém pode roubar a sua paz
sem sua permissão"
continua doente
Já nasceu assim
morrerá doente?
não sei
Só sei que tenho um pensamento doente.



Saturday, 10 September 2016

hoje escrevi
vi uma barata
e não a matei
É aborrecida
anda às voltas
como eu
À procura do quê?
não sei
comida talvez
nem sei que comem as baratas.
Gosto de beringela
que querida
ainda anda às voltas


Há uns anos trabalhei com crianças e ultrapassei um medo sem nexo. Tinha medo de contagiar crianças com os meus medos. Isto é verdade.  Pensava que elas só precisavam de estar ao lado de pessoas fortes. Seguras como super heróis. Com respostas para tudo. Era a minha "ideia". Mais tarde descobri que a natureza de cada um em parte dita-lhes formas de combater o medo também. Lá em baixo, na esplanada uma miuda dizia para um miudo de 5 anos por aí: o monstro vem aí.
Está a chegar!

Thursday, 8 September 2016

Amanhã acordo as seis mas não consigo dormir. 
Ando a escrever.  Enfim, algo vai fluindo. 


Já agora, ouço Kate Bush (tão bonita)



Tuesday, 6 September 2016

Dois filmes de animação que gosto muito ^^

In art and dream may you proceed with abandon. In life may you proceed with balance and stealth. 

I think I'm constantly in a state of adjustment. 

patti smith

É muito raro ouvir música gótica mas sabe-me bem volta e meia.
O aspeto do vocalista nestes tempos faz lembrar o Michael Jackson ^^


Sunday, 4 September 2016

Quando tinha dezanove anos li Bilal (talvez antes) e depois Alexander Zograf. (lá estou eu a fazer exercícios de memória)
Adorei o segundo. Guardei como se guarda um amuleto, andava com ele na bolsa. Em Bilal adorei os desenhos mas confesso gostei mais de Alexander Zograf. Prefiro de longe desenhos toscos e autobiográficos. 
Agora ouço massive attack e leio ( já vi vezes sem conta no face de várias pessoas) que o Robert Del Naja, o líder dos Massive Attack poderá ser Bansky. Arte é isto mesmo. Por mim prolongo o mistério (espero que nunca tenham a certeza).
Ah! um bom documentário:




Saturday, 3 September 2016



Dizem que as tatuagens podem ser lidas. Marcam rotas, portos como um marinheiro que segue caminho. A primeira desenhei-a com o intuito de mostrar o que poderá ser o equilíbrio (dois gatos numa árvore completa, cheia de raízes e uma maça aberta ao meio). A segunda e por isso coloquei o vídeo ( não vi ainda o filme, vi o rasganço no cinema há um bom par de anos mas este veneno cura nop) são duas serpentes assanhadas (sempre a dualidade) e o engraçado é que o tatuador disse-me - Não queiras as línguas juntas. Fiquei a pensar e decidi não juntar. Envolveu-as com "pó cósmico" como ele chamou e disse ser a sua marca e assim ficou. A ideia de serpente veio da cura, nas farmácias vemos sempre a serpente, no antigo Egito usavam o veneno para certas medicinas e eu voilã ("Assim a Química e a medicina associaram o bastão de Hermes com os discípulos do curador Asclepius, que era envolvido por uma serpente; "). Desejo a cura para o mal de que padeço (enfim, mas o desenho não é meu infelizmente). Porquê duas e logo assanhadas é que ainda hoje me questiono seriamente. É sempre o confronto. Comigo myself and i ? No lo se no lo se. Para amenizar a situação e para rumar à terra da Liberdade tatuo finalmente a Papillon, uma borboleta em cima de um osso que costumava inflamar (no colo, no peito) e reparo que não tenho foto recente. Bom, não foi um trilho que repita nem quero voltar atrás. Agora ando com desejos de me dar uma nova para marcar novo rumo (ou continuação do mesmo mas mais firme).  
A propósito, destes documentários de fotografia de moda  que ainda não vi, recordo a Helen Christensen. Apareceu recentemente na revista Vogue. Não li, não comprei (muito caras para o meu bolso, há que ter prioridades e depois posso ler na biblioteca pois os reformados não pegam nas revistas femininas ehehe). Li ( não devo ter sonhado!) que ela foi namorado do Michael Hutchence (agora investiguei e realmente foi). O vídeo de cima foi a música que mais gostei. As outras passavam em loop nos bares e discos dos 90's. Também foi por alturas do David Byrne. Nesse mesmo tempo, passavam na tv uns bons programas sobre música (foi quando conheci a Tori Amos) e deliciava-me com todo o mundo POP. Gravava k7's e ouvia numa aparelhagem ou no carro. Penso que todos os que não tinham grandes posses faziam isso (os cd´s eram caríssimos). Estou a desviar-me, com tudo isto queria dizer que fiquei com pena da Helen na altura (alguém que nos é ou foi próximo que se suicida não deve ser pêra doce) e assim coloco uma foto dela pois está viva (e mesmo que não estivesse)! Todavia, a questão é a seguinte: será a morte o finito disto tudo? Tem dias que penso que sim, outros eventualmente não. Contaram-me que não se publica eventuais notícias de suicídios no jornal. Possível influência? Uma questão de salvaguardar a família? A dor das pessoas que provavelmente serão "julgadas" por isto  por aquilo. É possível. Mas o mundo POP é realmente um mundo à parte. Aqui tudo é possível. Como num conto de fadas. A morte torna-se um fenómeno. No filme de Miles Davis há um senhor que diz algo do género: se ele vale x vivo imagina tu morto..."
Realmente, se não existisse um quê de mistério na vida e na morte tudo já tinha sido comprado e vendido para fazer tapetes ou algo do género.