saudades do grunge e das camisas largas de flanela
Friday, 30 September 2016
Wednesday, 28 September 2016
Sunday, 25 September 2016
Saturday, 24 September 2016
Wednesday, 21 September 2016
Tuesday, 20 September 2016
Monday, 19 September 2016
Sunday, 18 September 2016
Saturday, 17 September 2016
Friday, 16 September 2016
Wednesday, 14 September 2016
Tuesday, 13 September 2016
passo a vida a ler
nada sei
a memória de um urso
apaga-se
em criança era um rádio
agora uma esponja
tento ter filtros
estão sujos
sujinhos como as ruas
da minha cidade
salto do passado
para o futuro e
nem o mindfulness me salva.
não sei não ter medo
não sei
dizem que o cansaço
é uma forma de medo
estiquei-me ao sol
Sunday, 11 September 2016
Tenho um pensamento doente
tenho o pensamento doente
lê o horóscopo
bebe um pingo
diz bom dia
todavia continua doente
Passeia-se pelas redes sociais
repara na frase
"ninguém pode roubar a sua paz
sem sua permissão"
continua doente
Já nasceu assim
morrerá doente?
não sei
Só sei que tenho um pensamento doente.
Saturday, 10 September 2016
Há uns anos trabalhei com crianças e ultrapassei um medo sem nexo. Tinha medo de contagiar crianças com os meus medos. Isto é verdade. Pensava que elas só precisavam de estar ao lado de pessoas fortes. Seguras como super heróis. Com respostas para tudo. Era a minha "ideia". Mais tarde descobri que a natureza de cada um em parte dita-lhes formas de combater o medo também. Lá em baixo, na esplanada uma miuda dizia para um miudo de 5 anos por aí: o monstro vem aí.
Está a chegar!
Wednesday, 7 September 2016
Tuesday, 6 September 2016
Sunday, 4 September 2016
Quando tinha dezanove anos li Bilal (talvez antes) e depois Alexander Zograf. (lá estou eu a fazer exercícios de memória)
Adorei o segundo. Guardei como se guarda um amuleto, andava com ele na bolsa. Em Bilal adorei os desenhos mas confesso gostei mais de Alexander Zograf. Prefiro de longe desenhos toscos e autobiográficos.
Agora ouço massive attack e leio ( já vi vezes sem conta no face de várias pessoas) que o Robert Del Naja, o líder dos Massive Attack poderá ser Bansky. Arte é isto mesmo. Por mim prolongo o mistério (espero que nunca tenham a certeza).
Ah! um bom documentário:
Saturday, 3 September 2016
Dizem que as tatuagens podem ser lidas. Marcam rotas, portos como um marinheiro que segue caminho. A primeira desenhei-a com o intuito de mostrar o que poderá ser o equilíbrio (dois gatos numa árvore completa, cheia de raízes e uma maça aberta ao meio). A segunda e por isso coloquei o vídeo ( não vi ainda o filme, vi o rasganço no cinema há um bom par de anos mas este veneno cura nop) são duas serpentes assanhadas (sempre a dualidade) e o engraçado é que o tatuador disse-me - Não queiras as línguas juntas. Fiquei a pensar e decidi não juntar. Envolveu-as com "pó cósmico" como ele chamou e disse ser a sua marca e assim ficou. A ideia de serpente veio da cura, nas farmácias vemos sempre a serpente, no antigo Egito usavam o veneno para certas medicinas e eu voilã ("Assim a Química e a medicina associaram o bastão de Hermes com os discípulos do curador Asclepius, que era envolvido por uma serpente; "). Desejo a cura para o mal de que padeço (enfim, mas o desenho não é meu infelizmente). Porquê duas e logo assanhadas é que ainda hoje me questiono seriamente. É sempre o confronto. Comigo myself and i ? No lo se no lo se. Para amenizar a situação e para rumar à terra da Liberdade tatuo finalmente a Papillon, uma borboleta em cima de um osso que costumava inflamar (no colo, no peito) e reparo que não tenho foto recente. Bom, não foi um trilho que repita nem quero voltar atrás. Agora ando com desejos de me dar uma nova para marcar novo rumo (ou continuação do mesmo mas mais firme).
Realmente, se não existisse um quê de mistério na vida e na morte tudo já tinha sido comprado e vendido para fazer tapetes ou algo do género.
Subscribe to:
Comments (Atom)

















































