Wednesday, 31 August 2016

Estava a ouvir uma playlist de um amigo meu, que passava de Lhasa de Sela para Lydia Lunch.
Há muito que não ouvia as duas. E falamos de perda e também do envelhecimento.

Tão bonito 



Não conheço quase nada de John Cale. Mas hoje aproveitei a hora do almoço nebulada para tal!

Eis aqui um album que conheço bem (songs for drella). Ouvia vezes sem fim quando vivia sozinha.


Tuesday, 30 August 2016


Recebi hoje um zine do panda gordo (www.opandagordo.com)
e estou a curtir.
A revisão é excelente 
O meu lado psicadélico e em transe diz oh yeah!
(e nasci nos anos 70 ^^)

Monday, 29 August 2016

"estava sentado numa igreja com a estranha e feliz sensação de que a minha não crença e a crença deles eram curiosamente próximas"
"a esta busca sem fim trouxe Thomas Mann a sua contribuição importantíssima: pensamos agir, pensamos pensar, mas é um outro ou são outros que pensam e agem em nós: hábitos imemoriais, arquétipos que, tornados mitos, passando de geração em geração, possuem uma força de sedução imensa e nos teleguiam a partir (como Mann diz) do poço do passado"
"não desnaturar a maneira efetiva como os nossos pensamentos vieram ter connosco"
"mas que sabemos nós uns dos outros?(...)tudo o que podemos fazer é apresentar um relatório sobre nós próprios(...)"
Milan Kundera\\

(Guardo estas frases que leio, para me recordar essencialmente destes dias, já que a minha memória não anda grande pistachio. Claro que pode interessar sempre a alguém, daí a partilha. )



"Durante aqueles longos meses, nunca houve um momento em que lhe parecesse ser plenamente ele próprio, além disso em breve esqueceu esse Eu e se instalou num estado de psicose suave e prolongada"
"a física estava isenta de mácula Humana, descrevia um mundo que continuaria a existir mesmo que homens e as mulheres e todas as suas mágoas desaparecessem. E, nesta sua convicção estava de acordo com Albert Einstein"
Até agora os únicos momentos que considerei pertinentes no solar do Ian Mcewan
http://www.pepaloves.com/en/

Gosto tanto de meias de cores ( e só tenho umas lilazes )!
Vi este site no face de uma colega ^^
Ando com ideias de pintar o cabelo de louro

Saturday, 27 August 2016

Hoje li uma notícia horrível. Uma mãe mais não sei quem viola e esquarteja uma menina de dez anos. Fico mesmo doente! MESMO.
Não sei porque carga de água ou desvios cósmicos me lembrei dos comics do Mike Diana. Tenho conhecimento (fonte segura) que é um tipo pacato e simpático. Deita cá para fora todas aquelas barbaridades  e não faz mal a uma mosca. Fiquei a refletir sobre o assunto: se todo
 o ser humano  em vez de cometer qualquer ato hediondo parasse no tempo e escrevesse, desenhasse e cantasse? O Mundo seria um lodo mais respirável. Por outro, os desvios cósmicos levaram-me para paragens mais negras. E se esta malta copia o que vê em filmes, comics, musicas etc?
É uma dúvida muito antiga que me atrofia a harmonia. Por exemplo, contaram-me há pouco que o natural born killers levou a uma série de assassinatos na América. O Oliver Stone foi processado e tudo. E logo com uma banda sonora que é impecável.

Hoje na antena 3 passou smashing pumpkins.
Há muito tempo que não ouvia...

Friday, 26 August 2016


Como já caí do penhasco ( entre aspas claro) não gosto de ver acontecer o mesmo a amigos ( e inimigos) como tal aqui vai um faduncho







Thursday, 25 August 2016

Passei ontem um bocado de noite bem agradável num bar cujo nome intrigou muito os meus amigos.


Bom, parece que sempre fico em casa escrevo mais depressa no blog do que para o trabalho de estamparia. Não consigo pensar no futuro. Bloqueei! Vivo um dia de cada vez. Todavia, fui à biblioteca e raptei dois livros. Um do Ian Macewan (o solar) e outro do Rui Zink (Osso).
Agora vejo este vídeo. 

É complicado fazer roupa. Comprei uma máquina de costurar (ok, de plástico mas agora não são todas?) e dou por mim no computador. A ler coisas sobre o estado do mundo, assinar petições da amnistia e a sofrer com tudo isso. Quando penso: caramba há n pessoas agora calmamente a costurar ou a desenhar, a sacar moldes do pinterest e porque não eu?
Será que devia fazer algo humanitário? Parece-me que é algo mais comum do que possa imaginar. Pelo que eu observo e sei sou comum. Duas coisas que estou a ouvir:




Wednesday, 24 August 2016

A minha fave música dos doors.
Uma vez, um rapaz da árvore (onde estudava na altura) disse que era parecida com o Jim Morrison.
Nem sabia quem era e fui logo ouvir e conhecer. Não gostei. Quer dizer, fiquei contente porque conheci alguem de novo (conhecer no sentido de descobrir) mas não sei se foi um elogio (parecida com um homem? Oh não!) e psicologicamente é da água para o vinho. Digo eu. Acho que me conheço do avesso e sem ser do avesso. Mas lá está o rapaz falou fisicamente. Oh não! ( e confesso que tenho cara de lua cheia ehehe).
À parte, adorava conduzir ao som desta música. Ainda recordo ir ao museu dos presuntos e andava com as k7's do meu bro. E tinha lá esta música. Com a luz da noite e eu caramba, it´s all purple!
Ando com a panca de ver pessoas com skate, não sei o que se passa. Acho que devia passar mais vezes pela casa da música, onde vejo um semi punk com a sua cervejita. E ao lado um sem abrigo (é verdade, não me posso esquecer).
O meu calcanhar de Aquiles são livros. Livros e livros. Já foi tempo de história, ficção científica. Li entretanto o livreiro de Cabul, não é que tenha desgostado mas também não amei. Viver no Afeganistão não é pêra doce para uma mulher e nem para adolescentes com crises e dores de crescimento (não o podem ser). Uma vez conheci um tipo do Irão ( um amigo meu fazia couchsurfing e conhecia assim muita malta) e ele não gostava da Marjane Satrapi. Confesso que gostei muito do filme Persépolis mas ele considerava tudo fácil e desonesto. Como quem diz que é óbvio gostar. Foi feito para as pessoas gostarem mas os que lá estão? Os que não tem dinheiro para desenhar, escrever e pensar? Dizia que ela só piorou a situação. Não concordei. Mostrou-me um vídeo de cenas fixes ( ahaha não me lembro se metia skates) que aconteciam também no Irão e não se falava disso. Perguntei onde vivia ele agora. Ele muito cabisbaixo responde, Canadá. Os meus pais emigraram. Bolas. 

Tuesday, 23 August 2016

"A Humanidade, porém, não é de palavras que precisa; anseia por um consolo que ilumine. E mesmo aquele que deseje tornar-se mau - agir como se todos os actos fossem defensáveis - deve ter ao menos a bondade de notar quando o consegue."
Stig Dagerman

Vídeo antigo e livro que me acompanhou em tempos idos

Maravilhas da tecnologia, o computador onde trabalho não tem leitor de cd's, como tal não consigo ouvir estes dois albuns.



Gosto muito desta ópera, principalmente pela dinâmica entre os vários conflitos de consciência. 

Ando sem tusto nenhum, enfim. 


Monday, 22 August 2016

Devia estar a fazer um trabalho mas estou aqui a ouvir e a ver vídeos antigos.
Confesso que Nina Hagen nunca tinha ouvido! Comecei em Blur e lembrei-me dela (nada a ver eu sei!) A segunda nunca esqueci. Passava num bar (muito fixe por acaso) e uma rapariga dizia - "olha esta música é para ti Cristina." Ficava contente por dentro ( e a letra até que é triste na minha opinião ) 




 Gosto muito deste livro da Teresa Câmara Pestana. Não tem nada a ver com postais de viagem comuns. Tenho de reler pois já não me recordo muito bem. 
Também ando com saudades de ler as cenas do Marcos Farrajota ( os seus diários. chilicomcarne.com). Engraçado são dois artistas que provavelmente nem se dão mas curto as suas cenas. 
E ya, como é bom viajar (mesmo sem sair do sítio)
Agora vejo isto, um doc antigo sobre a Bjork para me fazer esquecer das agruras deste mundo.



Saturday, 20 August 2016








Estudei música durante alguns anos e sempre fui um pouco dura de ouvido. Nunca me consegui colar a uma banda. Infelizmente! Esta música ( a dos sonic youth ) ficou-me, entre outras ( milhentas ) e ouço música para dormir, para desenhar, para escrever e para sonhar. Colo infinitamente nos vídeos e gosto deles simples ( como fanzines toscos ). Páginas em branco e riscadas por ambas as mãos. Contudo, outrora e todavia fico triste porque gosto dos cotas e das novas bandas fico sempre com um ah bom giro e tal mas depois volta e meia lá ouço os velhotes. Sejam eles a Patti Smith, Lou Reed, Laurie Anderson, Bjork, David Bowie, Roxy music, Bryan Ferry, Tom waits, Talking heads, Bob Dylan, Paul Simon and Garfunkel, Leonard Cohen, Vangelis, Jean Michel Jarre entre outros mais que agora não me passam pela memória nem pelos vinis  e cds que arrecadei sem comprar ( a minha coleção de música reduz-se a uma dúzia e mal tratada). Já gostei de um album de metallica e ouvi algumas vezes o "lulu" do lou reed com metallica ( muito estranho, compreendo-o como um exercício de "algo" exorcizante ). Ouve uma fase que gostei muito de ladytron e queria fazer musica (ahahaha). Agora ando a ouvir as warpaint ( que eu cá acho que é também por o video ter skates) a par do novo vídeo dos red hot chili peppers (mais skates). Os the nits (o último vídeo) descobri pelo meu nick (nit) enquanto investigava algo mais. Ando a pensar em letras de músicas e poesia ( é para um zine) e abusar de ()´s.

Album que comprei pela capa (isto enquanto podia claro, hoje já não dá). 

Friday, 19 August 2016

Encontrei este desenho ( a propósito do  "X Jazz - Ciclo de Jazz nas Aldeias do Xisto" a convite da chilicomcarne) e decidi divulgá-lo. Foi um dia fixe apesar de não estar nas melhores condições. Ora penso que foi em 2012 (ou terá sido 2013?) Bolas, não sei.  O jantar foi chanfana (fiquei-me pela salada a gosto e broa).
p.s- nunca esquecer de colocar a data e o nome dos intérpretes

Um filme que me faz lembrar a amizade e brindo sempre a isso. Mesmo que efémera!

francisco sousa lobo
Um blog a acompanhar. Não sei como colocar links na página principal do blog, "cum camandro".



Gosto muito destes dois filmes. O"holy smoke" vi há muitos anos mas saí de lá a sobrevoar. Já não me lembro bem mas ficou a sensação. Boa, completa. Se calhar por ser adolescente. O segundo vi-o algumas vezes e ainda hoje procuro no youtube flashes do filme. Colecciono alguns livros do Philip K. Dick e o Valis interessou-me particularmente (se a memória não me falha), conta alguns momentos dele no hospital psiquiátrico. Não o conhecia, comprei na vandoma o "scanner darkly" (dvd). Curiosamente ainda não li o livro que deu o mote ao blade runner ("do androids dream of electric sheep?)
Recordo esta música cujo vídeo remete ao filme do wong kar-wai "2046". Em 2046 se for viva já estarei na reforma. Talvez faça tai chi chuan para equilibrar toda a minha compostura.

Hoje é o dia da fotografia e não tenho nada de novo para revelar. A não ser que hoje apeteceu-me tirar uma foto a uma rapariga que tinha vestido uma tee que dizia: Síria, a paz é possível!



Li muitos livros deste senhor (acalmava-me e divertia-me). Agora não sei onde eles param (parece impossível mas não sei se emprestei, se deixei em casa de alguém, enfim...cenas!). Na biblioteca de Gaia não existem muitos livros e nunca encontrei nenhum de Dostoyevsky. 
Encontro-me a ler na wikipédia (vale o que vale!) algumas críticas a este escritor:
Nabokov judges Dostoyevsky "not a great writer, but rather a mediocre one—with flashes of excellent humour but, alas, with wastelands of literary platitudes in between". Nabokov complains that the novels are peopled by "neurotics and lunatics" and states that Dostoyevsky's characters do not develop: "We get them all complete at the beginning of the tale and so they remain." He finds the novels full of contrived "surprises and complications of plot", which are effective when first read, but on second reading, without the shock and benefit of these surprises, appear loaded with "glorified cliché".
Qualquer livro de Dostoyevsky teve um efeito sedativo em mim. O "lolita" não me deixou dormir. Qual o meu espanto ao descobrir que um dos grandes meus prazeres da vida é dormir. Contudo qual a minha tristeza ao saber que também sinto atração pelo abismo. Salteio assim entre dóis pólos e considero isso algo natural. 

Thursday, 18 August 2016





Ando a fazer uma coleção de bd faz anos (não tenho muito fanzines, talvez o gambuzine, nem os meus).
E o mais engraçado é que nem muitos livros de bd, o que me faz absurdamente feliz é o fato da estante ter sido da minha avó e estar completa  (quero-a pintar de azul turquesa). Curiosamente é o meu tesouro. Penso: não tenho filhos mas se um dia me calhar na rifa vai ficar feliz ao ver aquilo ( escondo os meus textos psicóticos ou talvez não) e alguns vinis e está lá a minha história ( estará? ou será nos silêncios...esta dúvida consome-me).


Em 2010 fiz uma excelente viagem que deu neste livro. 
Bom, venham mais cinco! 




expo de bd no canhoto em dezembro de 2015
(venham mais cinco!)